Vivemos numa sociedade de muita variedade e quando temos que determinar algo delas para relatar vamos ao que se passa no momento, com várias coisas acontecendo ao mesmo tempo até essa definição do que nos acontece no momento é complicada, muitos vivem essa indecisão também em outras situações o que acabam consumindo muitas vidas na tentativa de fazer o que é certo, principalmente a vida dos jovens.
Voltamos-nos ao que for de destaque mundial, aquecimento global, percepção social, vida real ou virtual, racismo, drogas, sexualidade, criminalidade, guerras, religião, tentando delimitar dentre os temas cada vez mais específicos, para não ser uma pessoa vaga, tentando ter a certeza de que vai chegar ao ponto certo, muitos vivem esta loucura diretamente no seu dia a dia.
Definir o livre arbítrio, o que é certo ou errado, procurar a razão do porque existimos, o que viemos fazer e para onde vamos, alguém ou algum motivo importante pra justificar nossos atos e dar a devida assistência quando precisamos ou recompensar o esforço de uma conquista.
Após a dita Geração Coca-cola, chamaram esta de Geração Zap, ligada a informação e renovação do que nos cerca, mas na verdade a maioria está perdida e não ligada, quando percebemos essa aterradora realidade ficamos sem o chão e sem onde ter onde nos agarrar, cada baque nos leva cada vez mais ao fundo do poço, não somos a Geração Zap e sim a Geração Depressão.
Nunca houve tanto a vontade de se auto firmar e determinar nosso propósito, tentar se encaixar no perfil normal da sociedade, estes conceitos variam e no desespero de tentar se encaixar, sem perceber se estamos ou não na direção certa nos voltamos a única coisa certa na vida de todos os seres vivos: a morte, muitos vivem apenas esperando ela chegar, e se demora procuram a saída chamada suicídio.
A dita alienação juvenil pode ser a responsável por este ato ou outros ditos anormais, mas na verdade basta apenas uma atenção a mais ser dada, uma palavra pronunciada no momento certo ou simplesmente uma companhia silenciosa para acabar com este sofrimento, deixando de lado aquela sensação de não possuir expectativas, que parecia nunca ter fim.
*Artigo publicado originalmente no jornal Correio Lageano no primeiro semestre 2007, no espaço para artigo do leitor, na época pouco se falava em Geração Y, era Geração Zap ou Z. Em breve posts novos, falta apenas estruturar os devaneios.